quinta-feira, 29 de março de 2012

DEU NEGATIVO!!!

Acho que há poucos momentos em que um "negativo" pode significar uma coisa boa: quando uma pré-adolescente irresponsável vai fazer um exame de gravidez, e quando esperamos um resultado do cross-match (prova cruzada).

A prova cruzada nada mais é do que um exame de sangue feito entre os receptores e doadores de órgãos, e TEM que dar negativo, pois significa que não houve reação entre os sangues, não "brigaram".

E deu NEGATIVO!!! Agora minha mãe foi escolhida para fazer os exames, e se tudo der certo, o médico ( que era lindo por sinal) disse que em 2 ou 3 meses já estou transplantando. 






terça-feira, 27 de março de 2012

Quando o ferro de passar roupa é a solução

Dor de dente. Das bravas mesmo, não aquelas onde o dente só dói quando chupa aquele picolé de fruta, mas daquelas que você começa a ter pensamentos suicidas. Nada como uma boa dor de dente para testar as telinhas na janela do teu apartamento no nono andar.(Não mãe, eu não tentei me matar essa noite, fica sossegada!)

No domingo, um dos meus dentes mais fanfarrões quis dar sinal de vida. No começo, não era nada mais do que uma dor "Iuuuhhull, eu estou aqui!!", mas foi piorando para o estágio "Porque você não morre mesmo???" conforme foi passando o tempo. Na madrugada de hoje (terça) foi o ápice de dor, dipirona não fazia mais efeito. Mas aí vocês me perguntam: "E dentista, ooo sua estranha???" Eu fui, há quase um mês nos dentistas simpáticos do HC, e já estava marcado um tratamento de canal para esse mesmo dente, só que para MAIO. Como não sou ryca para pagar um tratamento de canal aqui em São Paulo, resolvi esperar né. 

Passei a noite em claro, com o ferro de passar roupas ligado ao lado da minha cama, esquentando um paninho para colocar na minha bochecha para ver se melhorava. Até ajudava, mas não era o suficiente. E quando o dia raiou (ai como estou poética!), eu e minha mãe fomos para o HC, sem ter certeza se iriam me atender. Ainda bem que me atenderam. Abriram o canal e medicaram. Foi um sofrimento a parte, mas nada como colocar um cateter, por exemplo.

"Mas Kraw, e o que isso tem a ver com os seus rins????" Tudo. Ok, não tuuuudo tudo. 
Para fazer um transplante, é extremamente necessário que o paciente não tenha nenhum foco de infecção, pois após a cirurgia, e para o resto de sua vida, ele vai tomar imunossupressores, um remédio, cujo o próprio nome já indica, que reduz a eficiência do sistema imunológico do indivíduo. Eles servem para diminuir a chance do órgão ser rejeitado, e é por isso, que nós, candidatos ao transplante, passamos por uma bateria gigantesca de exames, entre eles odontológico e ginecológico (se for molhér, é claro né!). 

domingo, 25 de março de 2012

Alguns rituais da hemodiálise: a pesagem

Porque pesamos? Bem, uma das funções da hemodiálise é retirar o excesso de líquido que consumimos no dia-a-dia, ou seja, perder aqueles quilinhos que adquirimos a mais do nosso peso seco. Pesamos antes de começar a sessão para ver o quanto devemos perder, e no final, para ver se a meta foi atingida. 

Normalmente fica um(a) enfermeiro(a) ao lado da balança para ver o quanto você pesou, mas no final, nem sempre ele/ela esta lá. Então você pesa, e sai gritando o seu peso para a enfermeira(o), que se encontra lá do outro lado da clínica. É até engraçado, posso garantir que é um dos únicos lugares em que você pode ver mulheres, um ser que tem tanta vergonha do peso independente do quanto pesa, gritar o peso.







sábado, 17 de março de 2012

E se eu fosse diagnosticada por Dr. House?


Desde o começo da doença, sempre me perguntei como seria se Dr. House tivesse que me diagnosticar. Como muitos sabem, ele é infectologista e nefrologista (tcharãaa!!), o que tornaria o serviço beeem mais fácil.

Se House aceitasse o caso, a primeira coisa que pediria para sua equipe seriam os exames de sangue. Ele, como um bom nefrologista, desconfiaria de distúrbios renais , o que é óbvio, por causa de dois sintomas que eu apresentava: pressão alta e vômitos.


E para ser um bom episódio de House, teria que acontecer tais coisas:

  1.  Uns 3 diagnósticos errados
  2.  Eu teria reações alérgicas aos medicamentos que ele tinha receitado nos diagnósticos errados.
  3.  House mandaria alguns da sua equipe médica invadir a minha casa a procura de uma pista.
  4. House iria até Dra. Cuddy pedir algum exame completamente arriscado, que ela não iria permitir por achar desnecessário, como por exemplo, uma biópsia cerebral.
  5. E claro, muitos....muuuuuuitos momentos “House” de ser,  como aloprar (aloprar, sério Kraw??) com a Cuddy e o Wilson, ou qualquer outro.


E tudo isso teria que ocorrer enquanto não saísse o resultado do hemograma. E mesmo assim, seria um episódio chato, pois bastaria olhar os meus números assustadores de ureia e creatinina e pronto, diagnosticada. Não teria aquele famoso insight houseano, aquele momento em que o maravilhoso Hugh Laurie olha para o nada com seus lindos olhos azuis e descobre, enfim, o que o paciente tem.

Eu certamente odiaria esse episódio, sério.

sábado, 10 de março de 2012

Just Kraw being Kraw


Faz algum tempo que não posto nada relevante aqui neste blog, mas é que estive ocupada esses dias com a mudança de apartamento (sim! Finalmente tenho um quarto só meu! FUCKYYAAAHHH!!) e também por causa da falta do que falar aqui, não é fácil ficar falando só sobre rim, não é mesmo??

Então, espero que entendam, e continuem acompanhando essa minha saga, garanto que novas aventuras virão com os preparativos para o transplante! =)