quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A história de um transplantado de apenas 14 anos de idade

Esse guri aqui, com apenas 14 anos de idade, teve que fazer um transplante renal. 14 ANOS. A mãe dele, como uma verdadeira mãe norte-americana, gravou tudo e fez esse vídeo. E ainda fez o favor de colocar Fix You, do Coldplay. Choremos.


A hemodiálise e seus "acessos"

Olá pessoal, faz um tempinho que não posto aqui e para compensar, esse post vai ser um pouquinho grande e com direito a imagens. Um aviso antes de começar: Se você tem fobia, frescura ou nojo em relação a sangue, cateteres ou unicórnios, não continue. CORRAM PARA AS COLINAS, pq esse post vai ter um pouco de tudo. Depois não digam que eu não avisei.


(E como desde o começo desse blog, não vou me apegar a termos científicos, se quiserem obter mais informações com palavras mais difíceis e bonitas acessem: http://www.transdoreso.org/hemodialise.shtml)

Há dois tipos de diálise: a Peritonial, onde o próprio peritôneo da pessoa serve como um filtro, e a Hemodiálise, que é realizada por um método mais complexo, onde o sangue vai dar uma volta na máquina, e volta limpinho pra você.
Como dá para perceber, eu faço a hemodiálise. Uma das dificuldades desse processo é ter acesso à um bom fluxo de sangue. Para isso existe três maneiras: O cateter provisório, o permcath e a fístula.

Essa sou eu, ainda com a roupa azul geladeira da vóvó super sexy do HC, logo depois de colocar o meu primeiro cateter. Não foi uma sensação muito agradável, mas comparado do que tinha por vir, não foi nada!! Fiz apenas 2 sessões de hemodiálise com isso, só 5 dias. Eu ainda estava anestesiada nessas fotos, por isso a minha cara natural de boba alegre, mas depois senti um pouquinho de dor sim...



Eis o  Permcath. A primeira foto foi tirada no dia que colocaram. Foi meio complicado colocá-lo, então, logo depois que foi passando o efeito anestésico, senti muita dor, como nunca tinha sentido antes na minha vida, quase tive uma overdose de dipirona riariairia. Já na segunda foto, foi tirada alguns dias depois, já na clínica onde faço hemodiálise até hoje, já não doía mais, apenas incomodava um pouco.  Hoje nem sinto mais nada, é como se isso realmente fizesse parte de mim, naturalmente.


É assim como fica o permcath, como disse um dos meus professores de biologia do ensino médio, Fausto Camilo, "esse troço estupra a veia cava superior" AHAHAUAHUAHUAHU

É isso gente, não vou falar de fístula, porque não tenho e confesso que sou meio contra, embora seja o método mais seguro de se fazer hemodiálise. Como provavelmente irei transplantar logo, estou cuidando muito bem do meu permcath para durar até lá.

E para não falarem que não teve unicórnio nenhum nesse post...







quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A carambola assassina

São várias as causas de morte de pacientes hemodialíticos, as principais são doenças cardiovasculares, infecções e neoplasias. Além dessas, há uma causa bem estranha...a carambola! Sim, caros leitores, esta fruta simpática pode levar qualquer doente renal crônico a óbito. 

 Foto tirada por mim numa feira qualquer

Parece piada, mas não é. A carambola tem uma neurotoxina que é filtrada e excluída pelo rim de uma pessoa saudável, enquanto em algum doente renal crônico, isso não ocorre. A neurotoxina é absorvida pela corrente sanguínea e  acaba atacando os neurônios do indivíduo, provocando soluços e convulsões, podendo levar o paciente a coma e até a óbito. Se algum paciente ingere uma carambola, é necessário que ele faça uma sessão de hemodiálise com urgência.

Eu gostava muito de carambola, comia nas raras vezes que tinha no sítio de meus avós. A minha sorte é que faz uns 3 a 4 anos que não como, pois o meu problema renal já é velho, eu poderia morrer sem saber o porque...tenso né?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Um pouco sobre o transplante renal

Como não sou médica (ainda), não vou me prender a termos técnicos, apenas com as minhas palavrinhas de doente renal crônica que está esperando por um transplante

O transplante renal é uma cirurgia que troca ou coloca um outro rim ( a vah, jurava que era o baço) no paciente. Falo "coloca", porque na maioria das vezes, a pessoa fica com 3 rins. Sim, TRÊS RINS! 
Quando se mantém os dois rins danificados, o novo fica num espaço mais próximo da bexiga.


De onde vem esse rim? Como infelizmente a nossa querida ciência ainda não criou outra forma, roubamos recebemos de doadores, vivos ou mortos. Já estou na fila de doadores cadáveres, e em fevereiro começa os exames dos meus pais, para decidir qual dos dois vai ter que entrar no centro cirúrgico. O processo todo deve durar entre 3 a 4 meses, e considerando que sou paciente do maravilhoso SUS, isso não é nada!!! =D

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Trollando no hospital

Hoje de noite, começou a sair um pouquinho de sangue pelo buraco que sai o meu cateter, e só para ficar mais sossegada, fui no Hospital Glória para ver se estava tudo ok com ele, e estava...

A cena foi o seguinte:
Estava eu, sentadinha lá, a espera do doutor, quando ele chegou e já foi examinando a região do cateter aí...
Ele: Qual o seu nome mesmo??
Eu: Claudia
Ele: Minha chará!
Eu: Você se chama Claudia tbm???
Ele: Chamava!

chamava, sei.