terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A internação, o susto e as 4 velhinhas do PS

Recapitulando: Eu estava em São Paulo, quando minha mãe( que estava em Jales) me liga assustada com os exames. Depois que o cardiologista viu os resultados, pediu que me internasse com urgência, que o meu caso era grave. Isso fez com que a minha mãe fosse até São José do Rio Preto  e de lá pegasse um avião até a capital para chegar mais rápido. Enquanto a minha família se desesperava, eu ficava aqui, jogando The Sims 3 Pets como se nada estivesse acontecendo, até porque, não sentia dores, minha urina estava completamente normal...tudo era muito surreal ainda para mim. Minha mãe chegou no meio da tarde, apenas com os resultados dos exames e um bilhetinho tosco do cardiologista, que não deu nenhum encaminhamento sequer (aliás, o tratamento deste merece um novo post!) e tínhamos que decidir qual hospital. O primeiro que me veio foi o Hospital das Clínicas, da Usp, pois, como vestibulanda de medicina, meu sonho sempre foi estudar ou trabalhar lá...
Sem nenhum encaminhamento, chegamos lá e tivemos que passar por uma triagem até chegar no Pronto Socorro propriamente dito. Quem conhece o HC sabe muito bem do que estou falando, foram horas e horas esperando, e só consegui acesso porque minha pressão estava incrivelmente nos 18 por 10 (no dia não tinha tomado o remédio da pressão que o cardio tinha me dado) Lá para às 10 e meia da noite, foram refazer os exames e no começo da madrugada fui internada. Ficaria no Pronto Socorro até surgir uma vaga na ala de Nefrologia. Fiquei numa maca nos corredores do Ps durante 2 dias, depois  fui transferida para uma sala com mais 4 velhinhas: Dona Francisca, duas Donas Marias e Dona Liberina. Cada uma com um problema beeem mais tenso que o meu, e isso me deixou mais conformada de uma certa forma.
Ainda no PS, fizeram um ultrassom do meu abdômen, que constatou que meus rins estavam completamente atrofiados e esbranquiçados, resultados de uma possível infecção já cicatrizada. Recebi a notícia por um grupo de residentes de nefrologia e clínicos. Ainda lembro de quando a Dra. Camila se sentou na cadeira que ficava do lado da minha maca, e me explicou o caso, me contou sobre a necessidade de hemodiálise 3 vezes por semana e sobre o transplante. Confesso que naquele momento fiquei assustada, logo eu que nunca tive nenhum problema de saúde, mas depois olhei ao redor para as 4 velhinhas da minha sala e me conformei.

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